sexta-feira, 19 de outubro de 2007

À gre....

Logo após a nossa conversa, quando eu estava vindo para casa , veio essa música na minha cabeça. Ela é o resumo de tudo que eu queria que você guardasse em seu coração...Eu me entristeci junto com você hoje, mas NÃO DESISTA DOS SEUS SONHOS, DEUS TEM UM PLANO MARAVILHOSO PARA SUA VIDA, UM PROJETO, UM ALVO....

Você é assim, feita de sonhos e esperança

Nasceu pra amar e ser amada por alguém, eternamente
e compartilhar Jesus e a vida
Serem dois em um, uma família
Você é assim, puro romance
Chega a ser boba e engraçada,
Contagiante essa sua fé em contos de fadas
e vem você agora me dizer que está desanimada,

não quer mais saber,
que você está cansada de tanto sofrer,

que está doendo muito o seu coração
Oh minha amiga não fique assim,
não acabou o mundo, ainda não é o fim

pode ser noite agora, tempo de chorar,
mas logo chega o dia e vamos cantar..
Não desista dos seus sonhos,
Deus tem o melhor pra você
lembra que Ele está perto,
Ele sofre com você..
Não desista dos seus sonhos,

a dor com o tempo vai passar
entrega toda a tua angústia pro Consolador cuidar..
Quem ama é assim, a riscos se expõe,
Quem ama se entrega e nessa entrega pode se machucar,

mas esse é o desafio de quem quer amar..
Tua dor deve ser grande, outra vez decepção
parecia ser o cara certo, especialmente feito pra
você
talvez os pessismistas sejam certos,
desiludidos donos da razão
Jovens sonhadores são ingênuos e só quebrando a cara
aprenderão
que amor eterno é uma utopia, casamento perfeito,
ilusão
príncipe encantado, fantasia, monogamia, o mesmo que
prisão..
Que a figueira não floresça, que a videira não dê
frutos,
vem, porém, se alegrar no Senhor..
Exultai no Deus da Salvação..
Te agrada do Senhor,
e Ele satisfará os desejos do seu coração
Espera no Senhor, no tempo do Senhor a resposta pra

tua Oração..
Só não desista dos seus sonhos,
Deus tem o melhor pra você
lembra que Ele está perto,

Ele sofre com você..
Não desista dos seus sonhos,

a dor com um tempo vai passar
entrega toda a tua angústia pro Consolador cuidar..
Daqui a algum tempo você vai olhar pra trás,
Deus é fiel, vai te tornar capaz
Pois tudo como era pro bem, mesmo a dor também..
Praqueles que amam a Deus e O temem,
as suas feridas, hoje, tão expostas,
serão suas cicatrizes, só marcas do passado,
Você vai estar mais forte, pra lutar com mais garra,
pra ver seu sonho, enfim concretizado..
Não desista dos seus sonhos,
Deus tem o melhor pra você
lembra que Ele está perto,
Ele sofre com você..
Não desista dos seus sonhos,
a dor com um tempo vai passar
entrega toda a tua angústia pro Consolador cuidar..

HENRIQUE CERQUEIRA



http://www.youtube.com/watch?v=53etABnVuOg&mode=related&search=

palavra viva de Silvia

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A miopia do coração


Sérgio Anauate [artigo encontrado em: http://www.himma.psc.br/iframe.htm]

"Na história da humanidade, sempre coube ao olhar a primazia dos sentidos, tanto na presença como na ausência, haja vista a profusão de referências à cegueira nas mitologias, religiões e tradições. Metáfora fácil: ver mas não enxergar, o que os olhos não vêm o coração não sente,....
Na evolução, os olhos se desenvolveram a partir da necessidade de sobrevivência e se constituíram basicamente em dois tipos: olhos de predador e olhos de presa. O homem é basicamente um predador, um par de olhos frontais binoculares, com grande poder de foco para detectar suas presas, que se caracterizam pelos olhos laterais, com maior campo de visão periférica para detectar a aproximação de predadores. Lembremos que a acuidade visual é dada pelos cones centrais, que permitem enxergar os detalhes e as cores, e que as laterais do olho estão revestidas pelos bastonetes a quem cabe a visão das coisas fugidias e mais sutis.
Na filosofia, não faltam imagens curiosas para explicação do milagre da visão. Epicuro especula que os corpos da natureza desprendem elementos muito sutis, películas tênues e sutis que são chamadas de simulacros, uma espécie de membrana superficial que reproduz suas formas e são levadas ao mundo dos fenômenos. São estas formas que, ao penetrar nos sentidos, provocam um encontro e modificam a estrutura dos átomos dos olhos, ou seja, de olhos abertos estamos sendo inundados por uma profusão de simulacros que atingem nossos sentidos. Eles são o invisível do visível, como aponta Adauto Novaes.
Charles de Bovelles nos faz lembrar do olho do nosso herói Alexandre quando expõe sua teoria do olhar tríplice: o angélico, humano e o animal. Diz ele: “Imaginai, porém, o olho carnal liberado de sua inserção natural na cabeça, arrancado do corpo, livre como se flutuasse no ar. Esse olho hololâmpada é o símbolo do intelecto perfeito, capaz de contemplar as coisas externas e as internas.”
Giordano Bruno traz um instigante diálogo entre os olhos e o coração. O coração se queixa do fogo que o consome e acusa os olhos de serem causa desse cruel incêndio. Perceber, ver, conhecer, eis, na verdade, o que o desejo acende. É, pois, graças aos olhos que o coração é incendiado. Por sua vez, os olhos acusam o coração de ser o princípio de todas as lágrimas, pois o fogo e a dor no coração fazem brotar as lágrimas. Assim, a relação entre os olhos e o coração, entre o pensado e o sentido, é uma via de mão dupla: os olhos apreendem as aparências e as coloca ao coração; elas se tornam, então, para o coração, objeto de desejo, e esse desejo ele o transmite aos olhos; estes concebem a luz, irradiam-na e, nela, inflamam o coração; este abrasado, espalha sobre os olhos a seu humor aquoso.
Esta é a própria exegese do Eros platônico, cujas características são desejo e visão. Penetra o coração com flechas para estimular o desejo do belo vislumbrado com o olhar.Para Leonardo da Vinci, o olho é a janela da alma, principal órgão pelo qual o entendimento pode obter a mais completa e magnífica visão dos trabalhos infinitos da natureza. A alma especula com os olhos. Enfim, o coração mais do que tudo é um órgão perceptivo, capaz de enxergar os mais profundos significados da ordem cósmica. Para o grande poeta sufi Jalal ud-Din Rumi:

Atenta para as sutilezas
que não se dão em palavras.
Compreende o que não se deixa
capturar pelo entendimento.
Dentro do coração empedernido do homem
arde o fogo que derrete o véu de cima a baixo.

O que este coração percebe é magnificamente descrito por Gilbert Durand: “ Além do ser transcendental, além do ser fragmentado pela existência, além do mundo dos fenômenos, uma outra modalidade de existir é revelada: o mundus imaginalis, esta gigantesca teia, tecida pelos sonhos e desejos da humanidade, na qual as pequenas realidades do dia-a-dia são capturadas sem querer.”

------ o 0 o -----

[...]Não se pode olhar a alma de frente, mas pelos interstícios de um tecido multidisciplinar e poético. Um olhar que acaricia e não enfrenta. Da mesma forma que a visão das coisas sutis é feita pelos bastonetes na periferia dos olhos e não pelos cones frontais, enxergamos a alma das coisas como enxergamos o brilho das estrelas. Ao encará-la de frente, ela some... Recordemos Merleau-Ponty: “Ver é, por princípio, ver mais do que o que se vê, é aceder a um ser latente. O invisível é a profundidade e o relevo do visível. (...) O sensível não é feito somente de coisas. É feito também de tudo que nelas se desenha, mesmo no oco dos intervalos, tudo o que nelas deixa vestígio, tudo o que nelas figura, mesmo a título de distância e como uma certa ausência.”
[...] É preciso encontrar fragmentos, dissonâncias, rupturas que provoquem o olhar imaginal. A imagem que nos afeta, no sentido espinosano, é a incompleta, é a que perturba.
[...] No filme Cortinas de Fumaça, há uma cena contundente. Um escritor, morador do Brooklyn, vai todos os dias à tabacaria vizinha para comprar seus cigarros. Um dia, ele acorda de manhã cedo e percebe que está sem cigarros e vai à loja muito mais cedo do que o normal. Lá encontra o dono da loja postado no meio da calçada, montando uma máquina fotográfica num tripé e apontando para a esquina oposta da loja. Ele pergunta para que aquilo? Para que aquela fotografia de nada? O lojista então entra e lhe mostra uma coleção imensa de álbuns contendo fotos diárias do mesmo ponto-de-vista durante anos seguidos, a mesma esquina, dia após dia. O escritor não entende, como? se é tudo igual. Igual? responde o lojista, olhe bem, veja as mudanças das pessoas que passam, das luzes, das sombras, dos veículos, do clima, é um retrato da vida passando, cada dia diferente do outro. É então que o escritor, viúvo, percebe, numa das fotos mais antigas, a figura de sua mulher passando pela esquina. Ele, que estava numa crise de criação, percebe a riqueza do olhar do lojista, criando o espanto em cima do repetitivo.
[...] (Uma) submissão visual leva a alma a uma dupla emboscada: por um lado, o excesso de imagens, impossibilita o exercício do olhar criativo; por outro, a pasteurização das imagens inibe a provocação do olho imaginal. Assim, desenvolve-se a atrofia do olhar sensível: a miopia do coração.
E, para encerrar, eu gostaria de ler um pequeno poema que cometi durante o processo de fermentação deste trabalho. Acho que alguns aqui já conhecem, mas ele adquire novos contornos neste contexto:

O QUE VÊ O CORAÇÃO

A voz que cala no coração
Cala a voz que clama razão.
Mudo, o coração canta
O canto que a voz sussurra.
E, na penumbra da canção,
O que o olho olha
Sucumbe ao que vê o coração."

Palavra V!va de Gre!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

ESTRELA - Maiakovski

Escutai!
Se as estrelas se acendem será por que alguém precisa delas?
Por que alguém as quer lá em cima?
Será que alguém por elas clama, por essas cuspidelas de pérolas?
Ei-lo aqui, pois, sufocado, ao meio-dia,
no coração dos turbilhões de poeira;
ei-lo, pois, que corre para o bom Deus,
temendo chegar atrasado,
e que lhe beija chorando a mão fibrosa.
Implora! Precisa absolutamente
duma estrela lá no alto!
Jura! Que não poderia mais suportar
essa tortura de um céu sem estrelas!
Depois vai-se embora,
atormentado, mas bancando o gaiato
e diz a alguém que passa:
"Muito bem! Assim está melhor agora, não é?
Não tens mais medo, hein?"
Escutai, pois! Se as estrelas se acendem
é porque alguém precisa delas.
É porque, em verdade, é indispensável
que sobre todos os tetos, cada noite,
uma única estrela, pelo menos, se alumie.

Palavra Viva de MMM...

sábado, 8 de setembro de 2007

Sobre o amor...

Achei lindo esse texto e resolvi compartilhar com vocês...Desconheço o autor, mas parece-me tradução de música...


Talvez o amor seja seja como um lugar de descanso, um abrigo da tempestade, ele existe para te dar conforto, está lá para te manter aquecido...

E naquelas horas de dificuldade, quando você se sente mais sozinho, as recordações do amor trarão você de volta para casa...

Talvez o amor seja como uma janela, talvez como uma porta aberta...

Ele te convida a chegar mais perto, ele quer te mostrar mais;

E mesmo se você se perder, e não souber o que fazer, as recordações do amor farão você ver completamente;

O amor pra uns é como uma nuvem ... pra uns forte como o aço;

Pra uns um modo de viver ... pra uns uma maneira de sentir;

E uns dizem que o amor é segurar, uns dizem deixem-no partir, e alguns dizem que o amor é tudo;

Talvez o amor seja como um oceano [...] como uma fogueira quando está frio lá fora, trovão quando está chovendo

Se eu pudesse viver para sempre...

E ver todos os meus sonhos serem reais

Minhas recordações de amor serão de você!



palavra viva de Silvia

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Carta aberta sobre o infanticídio indígena no Brasil

O artigo: Não há morte sem dor está disponível em:

http://www.antropos.com.br/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

Vale a pena ler e nos interar desse assunto tão sério...

Carta aberta sobre o infanticídio indígena no Brasil

Carta aberta sobre o infanticídio indígena no Brasil

Por Ronaldo Lidorio*

Estamos juntando forças para pensar e agir sobre um assunto por demais importante. Trata-se do infanticídio praticado em etnias indígenas brasileiras sem que seja dado à família ou povo condições de diálogo sobre o assunto, na busca por outras soluções para as questões culturais que motivam tais fatos.

A ONG ATINI (Voz pela Vida) tem se proposto a discutir o infanticídio com o indígena e colaborar para a superação deste tabu social. Os elementos culturais que motivam o ato são dos mais variados em distintas etnias. Entre os Yanomami seria a promoção do equilíbrio entre os sexos. Entre os Suruwahá a deficiência física. Entre os Kaiabi o nascimento de gêmeos (sendo que a primeira criança é preservada), e assim por diante. Este não é um assunto exclusivo de nosso país. Na África centenas de etnias praticam o infanticídio. Muitos Konkombas de Gana, motivados pela subsistência, alimentam apenas as crianças mais fortes. Os Bassaris do Togo sacrificam as crianças que nascem com deficiência. Os Chakalis da Costa do Marfim o fazem por privilegiar o sexo masculino. Na China há amplo aborto de bebês do sexo feminino, por preferirem os meninos. Em dezenas de países o Estado e a sociedade têm se voluntariado para refletir sobre o infanticídio e tratá-lo à luz dos Direitos Humanos Universais. No Brasil ainda temos uma caminhada pela frente.

A ONG ATINI tem também distribuído amplamente a cartilha "O Direito de Viver" em mais de 50 etnias indígenas, gerando assim o ambiente necessário para o indígena brasileiro refletir sobre as questões ligadas ao infanticídio e outros atos nocivos à vida, dignidade e sobrevivência. Saiba mais acessando o endereço www.vozpelavida.blogspot.com.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Brasília, promoverá uma audiência pública neste próximo dia 5 de setembro que discutirá o assunto como passo preparatório para a votação da lei Muwaji que regula e promove o diálogo construtivo pró-vida com os povos indígenas em nosso país. É o Projeto de lei 1057/2007 que aguarda parecer de aprovação no plenário. Fui convidado a participar do debate nesta data bem como em alguns outros ambientes acadêmicos e políticos nesses próximos 3 meses. Sinto que não podemos nos omitir.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos aprovada pela ONU em 1948 promulga que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos” (Art. 1). Afirma também que “toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e segurança pessoal” (Art. 3). Continua declarando que “todos são iguais perante a lei e têm o direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei (...) contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação” (Art.7). Saiba mais sobre a declaração acessando www.unhchr.ch/udhr/lang/por.htm .

A disputa no mundo das idéias é travada com base em duas teorias opostas. O Relativismo (neste caso mais extremado, radical) e a Universalidade Ética. O Relativismo radical torna as culturas estáticas e estanques e as pretere de transformações autônomas, mesmo as desejadas e necessárias. O bem é o bem permitido na cultura, cultivado por ela. O mal é seu oposto. Este relativismo, praticado de forma radical, incapacita o indivíduo, qualquer indivíduo, de propor mudanças em sua própria cultura por entender a cultura como um sistema estático e imutável, um universo a parte, pressupondo que as presentes normas culturais são perfeitas em si. Nasce daí o purismo antropológico, que enxerga todo elemento cultural como relevante e absoluto, todo costume como funcional e toda prática como algo justificável, sem necessidade de avaliação ou contraste, mesmo pelo próprio povo.

A Universalidade Ética, por outro lado, pressupõe que os homens, povos e culturas fazem parte de uma sociedade maior que é a sociedade humana. E esta possui, em si, valores universais de moralidade como a dignidade, sobrevivência do grupo e busca pela continuidade da vida do indivíduo. Rouanet expõe que o homem não pode viver fora da cultura, mas ela não é seu destino, e sim um meio para sua liberdade. Levar a sério a cultura não significa sacralizá-la e sim permitir que a exigência de problematização inerente à comunicação que se dá na cultura se desenvolva até o seu descentramento. Este argumento nos leva a compreender que os conflitos são universais, como a morte, o sofrimento, a discriminação ou a repressão. Perante conflitos universais podemos compartilhar a mútua experimentação na busca de soluções internas. Ao conversar com um índio Tariano no Alto Rio Negro, depois de prolongada sessão de perguntas sobre o processo tradicional Tária de sepultamento, ele concluiu dizendo que “como vocês brancos devem também saber, não há morte sem dor”. A dor, universal, resultado de conflitos e mazelas também universais, pede soluções internas que devem ser compartilhadas em um diálogo construtivo.

Porém este não é um conflito puramente de idéias e teorias em um cenário antropológico. Lida com vidas, histórias e ambientes humanos.


Devemos reconhecer o direito de todo indivíduo de levantar-se contra os valores culturais experimentados pelo seu grupo e propor novas alternativas, especialmente nos casos em que há dano à vida, à dignidade ou à subsistência.


Devemos reconhecer que nenhuma cultura é estática ou isolada da sociedade humana. E que, pertencente a esta, partilha também os mesmos sonhos e conflitos. Que a ação dialógica, sob o manto da autonomia de cada povo, trás benefícios humanos que não estancam a vivência cultural pois práticas aceitas na atualidade remontam a decisões passadas, por critérios próprios ou adquiridos.


Devemos reconhecer que o Estado brasileiro deve tratar o infanticídio indígena de forma ativa, informando e dialogando com as sociedades indígenas em nosso país a respeito das alternativas para solução deste conflito interno, que isente a morte das crianças. Que garanta o direito de vida, criação e dignidade dos indivíduos, independente de seu segmento étnico.

Carta aberta sobre o infanticídio indígena no Brasil

* Bacharel em Teologia pelo SPN – Recife/PE. Doutor em Antropologia pela Royal London University. Membro da American Anthropological Association. Pastor presbiteriano e membro da APMT e Missão AMEM. Consultor e autor de projetos de direitos humanos e reorganização social pós guerra em Gana, África, entre 1995 a 1999.


Carta aberta sobre o infanticídio indígena no Brasil

Email: ronaldo.lidorio@terra.com.br

Site: www.ronaldo.lidorio.com.br



Palavra viva de Silvia


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A FÁBULA - Engenheiros do Hawaii

Era uma vez um planeta mecânico

Lógico, onde ninguém tinha dúvidas

Havia nome pra tudo e para tudo uma explicação

Até o pôr-do-sol sobre o mar era uma gráfico

Adivinhar o futuro não era coisa de mágico

Era um hábito burocrático, sempre igual

Explicar emoções não era coisa ridícula

Havia críticos e métodos práticos

Cá pra nós, tudo era muito chato

Era tudo tão sensato, difícil de agüentar

Todos nós sabíamos decor

Como tudo começou e como iria terminar

Mas de uma hora pra outra

Tudo que era tão sólido desabou, no final de um século

Raios de sol na madrugada de um sábado radical

Foi a pá de cal, tão legal

Não sei mais de onde foi que eu vim

Por que é que estou aqui

E para onde devo ir

Cá pra nós, é bem melhor assim

Desconhecer o início e ignorar o fim

Da fábula



Palavra Viva de MMM...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

"Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando as perguntas não são feitas. Que a maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar - mas ver. Em silêncio. (...) O que faz nascer as perguntas não é uma necessidade de conhecimento, mas de ser conhecido."
(Caio F. Abreu - conto "Remediável" do livro "Inventário do Ir")

Palavra Viva de MMM...

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

À Marcela...

Te garanto apenas uma única coisa. Exite apenas uma razão na vida: amar. O puro e genuíno amor...

Amar significa entregar-se a dor, pode me entender? Já alerto que não se trata de masoquismo, o masoquista sente prazer na dor, o amor não. O amor, apesar de sentir a ruína do seu coração, prefere acolher a dor a agredir quem te fere, pois este é a materialização do seu próprio amor. O ser amado é acolhido em seu abraço, apesar de seus espinhos, então toca-lhe a face, aquenta-lhe com um beijo.

O medo pode colocá-lo em dúvida, mas o amor não permite transgredir a si mesmo, então não há mais saída... uma vez encontrado o amor, ele jamais se recua.

Amar é concretizado pela experiência. Jamais diga que amou se por ele nunca derramou uma lágrima. Pois amar não é apenas contentamento, é correr riscos, é o silêncio, é a espera, é o confronto... e ao levantar suas defesas, tenha a consciencia dos limites de suas forças. Descobrirá que com amor pode ir muito além dele...

Amar é reconhecer o outro, é morar dentro dele, é abrigar-se nele correndo o risco de ser espremido... não negando a fugacidade, visto que tudo pode ir embora da mesma forma que veio, porém insisto em dizer: amar é ter a porta sempre aberta, é carregar o mundo inteiro, apesar de sentir-se pequeno... então surge aquela pergunta: Mas como posso? Isso é loucura! Quem me dará razão? Te digo que a resposta se encontra no breve sorriso que chega à face: tudo está no controle dAquele que verdadeiramente nos amou! Obrigada Deus por tudo!



Má é através desse texto que você escreveu e que eu adoro, que quero te dizer quanto você é para mim e o que tem sido na minha vida: Um bauzinho de tesouros...Sempre meiga, doce, ingênua, forte e corajosa e pronta a ajudar...Sou tão agradecida a Deus pela sua vida, e por mais um ano que você está completando hoje...Só Deus mesmo pode fazer o milagre de dois rumos mudarem e duas vidas se encontrarem e disso nascer uma amizade forte e cheia de amor e vida abundante...


Silvia


quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O Sobrevivente

Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.
Impossível escrever um poema - uma linha que seja - de verdadeira poesia.
O último trovador morreu em 1914.
Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.
Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.
Se quer fumar um charuto aperte um botão.
Paletós abotoam-se por eletricidade.
Amor se faz pelo sem-fio.
Não precisa estômago para digestão.
Um sábio declarou a O Jornal que ainda falta muito para atingirmos um nível razoável de cultura.
Mas até lá, felizmente, estarei morto.
Os homens não melhoram e matam-se como percevejos.
Os percevejos heróicos renascem.
Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.
E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio.
(Desconfio que escrevi um poema.)

Carlos Drummond de Andrade

Palavra V!va de MMM...

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O VELHO
Chico Buarque
1968


O velho sem conselhos
De joelhos
De partida
Carrega com certeza
Todo o peso
Da sua vida
Então eu lhe pergunto pelo amor
A vida inteira, diz que se guardou
Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar

O velho de partida
Deixa a vida
Sem saudades
Sem dívidas, sem saldo
Sem rival
Ou amizade
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me diz que sempre se escondeu
Não se comprometeu
Nem nunca se entregou
E diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
E eu vejo a triste estrada
Onde um dia eu vou parar

O velho vai-se agora
Vai-se embora
Sem bagagem
Não se sabe pra que veio
Foi passeio
Foi Passagem
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me é franco
Mostra um verso manco
De um caderno em branco
Que já se fechou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Não
Foi tudo escrito em vão
E eu lhe peço perdão
Mas não vou lastimar

AMIGAS!! é muito bom estar com vocês!

TENHAM UMA ÓTIMA SEMANA!!
Palavra V!va de MMM...

domingo, 19 de agosto de 2007


Sou: estar de pé diante de um susto. Sou: o que vi. Não entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta... Clarisce Lispector
Palavra V!Va de MMM...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Às Crianças...



O Direito das Crianças
Ruth Rocha


Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.


Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.


Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os direitos das crianças
Todos tem de respeitar.


Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...


Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.


Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!


Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!


Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.

Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...

Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cachorro-quente.

Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.

Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...

Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!



Silvia



segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Os seus olhos espelham um jardim.

Através dele vejo o aroma do amor, a ternura e a mansidão...





Se tu vens às quatro desde as três eu começo a ser feliz...

E se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol...

Tu tens cabelos cor de ouro.

Então será maravilhoso quando me tiveres cativado.

O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti.

E eu amarei o barulho do vento no trigo...


O pequeno principe



silvia



MEU DESEJO....


Eu espero que os dias venham sem demora e os bons momentos passem lentamente...
E a estrada leve você aonde você queira ir,
E se estiver confuso em tomar alguma decisão e mesmo assim tiver que escolher,
Eu espero que você escolha aquela que signifique mais para você.
E se uma porta abrir para outra porta fechada,
Espero que você continue andando até encontrar uma janela,
E se estiver muito frio lá fora...
Mostre ao mundo o quanto é quente o seu sorriso!

Mais que tudo, mais que tudo!
Meu desejo é que a vida se torne tudo o que você quer,
Para que seus sonhos continuem grandes e suas preocupações pequenas,
Que você nunca precise carregar mais do que pode segurar,
E quando estiver perto de onde quer chegar,
Eu espero que encontre alguém que te ame e queira as mesmas coisas também,
É, esse, é o meu desejo.

Espero que você nunca olhe para trás, mas que também não esqueça,
De todos aqueles que te amaram, no lugar que você as deixou,
Eu espero que você sempre perdoe e nunca se arrependa,
E que ajude alguém toda vez que tiver a oportunidade,
Oh, então verá a graça de Deus em cada tropeço
Que você dê mais do que você venha a receber.

Oh, mais que tudo e mais que tudo!
Meu desejo é que a vida se torne tudo o que você quer,
Para que seus sonhos continuem grandes e suas preocupações pequenas,
Que você nunca precise carregar mais do que pode segurar,
E quando estiver perto de onde quer chegar,
Eu espero que você encontre alguém que te ame e queira as mesmas coisas também,
E espero que você encontre esta pessoa em mim...
É, esse... esse é o meu desejo.

Adaptação da música My wish - Rascal Flatts

Palavra Viva de MMM...

domingo, 12 de agosto de 2007


PAPAI TE AMO!!!
Feliz dia dos pais!!
Palavra Viva de MMM...

"Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido pelos pais." (Freud)...

Ou na ausêcia de um dos cuidadores, ou na impossibilidade de se ter os dois (pai e mãe) que essa necessidade seja de alguma maneira suprida quer seja por um ou outro. A proteção é alimento imprescindível na constituição do psiquismo...


Ao meu pai...


Agradeço a Deus por ter me dado um pai como você...Sempre presente em minha vida...Desde que nasci, nas adversidades que a vida nos colocava, você estava presente, Não abriu mão de mim...Me deu proteção, carinho e ternura mesmo sofrendo privações...Chegava do trabalho cansado e ainda ia lavar minhas fraldas, me dar mamadeira... Triunfava todas as vezes que que eu falava algo ou fazia as minhas pentelhices de criança.

Passava as noites acordado comigo quando eu tinha uma febre ou por outro motivo que eu adoecesse, e até nas minhas manhas você ficava por perto até que eu adormecesse mesmo tendo que no outro dia trabalhar cedo. Eu não entendia nada ainda. Achava que a vida era assistir desenhos, brincar e ir para a escola...

Lembro-me do sofrimento que era quando você tinha que viajar a trabalho e eu tinha que ficar... Até os cadernos da escola você sempre olhava e as minhas notas aiiii...rsrsrs

Me ensinou a ter autonomia e sempre me auxiliou a tomar decisões, Amadureci muito em pouco tempo...Sempre confiou em mim em tudo...

Quando passei nos vestibulares, comemorou mais que eu..Me incentivou a morar fora e confiou em mim mesmo eu sendo ainda muito nova...Deu o seu melhor como ser humano para mim... Mesmo eu tendo consciência dos seus limites, penso que você foi além deles...

Tá certo que umas das coisas que não aprendi foi ser corinthiana (rsrsrsrsr), bem que você se esforçou né!!!!

Sempre esteve pronto a prover o que me faltasse e o que sou hoje você é o grande responsável..Obrigada pai pelo carinho, pelo amor e a perseverante dedicação....Te amo muitooo paiiii...



E aos papais meu carinho...Feliz dia dos pais... Um papel tão importante e complementar ao da mãe e que a nossa sociedade tem se esquecido...

sábado, 11 de agosto de 2007

"Que luz é luz, se Sílvia não for vista? Que alegria é alegria, se Sílvia estiver longe? "
Os Dois Cavalheiros de Verona - Shakespeare
Palavra Viva de MMM...


Completo

O céu e o mar
A lua e a estrela
O branco e o preto
Tudo se completa de algum jeito
Homem mulher,
A faca e o queijo
O incerto e o perfeito
Tudo se completa de algum jeito...


Observando mais atentamente a vida percebi que tudo realmente se completa de algum jeito... Foi muito feliz quem fez a letra dessa música...Além de ter ficado lindíssima na voz da Ivete Sangalo...


Silvia

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

E porque você é uma menina com uma flor,

Eu lhe predigo muitos anos de felicidade...
E porque você é uma menina com uma flor;

e tem um andar de pajem medieval;

e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca.

E porque você tem um ursinho chamado Nounouse,

e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho.

E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação.... E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara na Vidraça....

E porque você é uma menina com uma flor...


Vinicius de Moraes





À você Lú,

Quando li essa poesia lembrei logo de você...Por hoje ser um dia tão especial...O dia que Deus sonhou para que você viesse ao mundo...E o melhor que Ele fez foi ter me dado o prazer de desfrutar da sua amizade...Não teria graça sem você ...Não teria cor nem sabor...
Feliz aniversário...Que Deus a abençõe muito!!!!!!!!!

Amo muito você e estou muito feliz por participar com você de mais um ano de vida...

Silvia

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Inspirador e coerente!


"Lutarei por dois princípios conjuntos: primeiro, ninguém pode ser livre se todo mundo não o for; segundo lutarei pelo melhoramento do nível de vida e das condições de trabalho. A liberdade - não metafísica, mas prática - é condicionada pelas proteínas. A vida será humana a partir do dia em que todo mundo puder saciar sua fome e todo homem puder exercer um trabalho nas condições que lhe convém. Lutarei não apenas por um nível de vida melhor, mas também por condições de vida democráticas para todos, pela libertação de todos os explorados, de todos os oprimidos." J.P. Sartre.


O homem se humaniza através das relações que estabelece com outros homens, dos conhecimentos que se apropria da história da sociedade! Saindo, assim, da alienação de si e do mundo, construindo, o espírito de coletividade!

Palavra V!va de Gre!


Viver não dói...


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
Mas das coisas que foram sonhadas
E não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
Apenas agradecer por termos conhecido
Uma pessoa tão bacana,
Que gerou em nós um sentimento intenso...

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
O que foi desfrutado e passamos a sofrer
Pelas nossas projeções irrealizadas,
Por todas as cidades que gostaríamos
De ter conhecido ao lado do nosso amor
E não conhecemos,
Por todos os filhos que
Gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
Por todos os shows e livros e silêncios
Que gostaríamos de ter compartilhado,
E não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
Fé é colocar seu sonho à prova!

Carlos Drummond de Andrade


silvia

terça-feira, 7 de agosto de 2007

O silêncio é passatempo, passa o tempo esperando pelo grito de alerta!
Palavra Viva de MMM...
"Sairei de mim mesmo em busca das melodias esquecidas na memória, em busca dos instantes de total abandono e beleza, em busca dos milagres ainda não acontecidos"

Vinicius de Moraes


Silvia

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

"Eu só queria saber, o que é realmente ser amado? Esses vulcõezinhos vieram como uma supresa para mim.Eu nunca pensei que poderia sentir-me dessa forma. Eu venho sendo cuidadosa, venho tentando me controlar...Quem poderia te amar do jeito que eu amo?" (Call Me When You Get This - Corinne Bailey Rae)

Palavra V!va de MMM...

sábado, 4 de agosto de 2007

"É melhor tentar, ao invés de sentar-se e nada fazer; É melhor falhar, mas não deixar a vida passar; Eu prefiro na chuva caminhar, do que em dias tristes em casa me esconder; Prefiro ser feliz, embora louco, do que viver infeliz em são conformismo." (Martin Luther King)

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Sinto os dias difíceis que parecem nunca ter fim...

A força e a coragem esvaíram-se...

Escrever é entrar em contato com esses fragmentos de vazio e dor...

Há uma busca do vento atrás do nada.

Há um deserto sem oásis.

Existe um eu desamparado,

Um eu desanimado,

Um eu estático...

A vida dura e frágil...

Existem apenas gotas de vida que molham a terra rochosa e cansada da sequidão.


"Entre mim e mim, há vastidões bastantes para a navegação dos meus desejos afligidos. Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos. Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge. Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza, só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram. Virei-me sobre a minha própria existência, e contemplei-a Minha virtude era esta errância por mares contraditórios, e este abandono para além da felicidade e da beleza. Ó meu Deus, isto é a minha alma: qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário, como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera..."


Cecilia Meireles



Silvia